sábado, 19 de março de 2016
Encontro da "Turma do Ferro de Solda" - 2015
Da esquerda para direita: PY2JH, PY2GSH, PY2CZL, PY2VJS
Da esquerda para a direita:
PY2AF - Lino, PY2CZL - Ruy, ao fundo de perfil, Cardoso PY2AZ e Prof Amer PY2DJW.
Aqui temos PY2NVD e PY2MCK
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Dicas de um Coruja Mor
EXPERIMENTANDO COM
UM RECEPTOR CASEIRO
PARA ONDAS CURTAS .
Amer J. Feres, PY2DJW .
Montar seu próprio receptor caseiro é uma experimentação
muito divertida e além disto aprende-se muito. Diferentemente
de montar um transmissor onde os sinais são grandes e você chega a medir a
eficiência até acendendo uma lâmpada, quando a gente trabalha com receptor os
sinais são minúsculos, na ordem dos microvolts . Isto significa que, para
montar um receptor é exigido muito mais técnica e precisão do que trabalhar com
um transmissor de centenas de watts.
Escolha seus materiais na “sucatinha” e brinque de montar um
receptor de Ondas Curtas. Que tal fazer um receptor que cubra as duas faixas
mais usadas para o AM (nossa modalidade
preferida) sem chave de onda para mudar de faixa. Isto mesmo – uma faixa
contínua de 3.500 kHz até uns 7.500 kHz ? Isto vai lhe proporcionar escuta de
80 e 40 metros e ainda as inúmeras estações de Ondas Curtas de 31 e 49 metros.
O “coração” de um receptor destes é o bloco de sintonia.
Comecemos pelo capacitor variável: eu sugiro usar um desses variáveis de auto
rádios antigos de duas seções com cerca de sete placas móveis em
cada seção e com uma capacitância
de mais ou menos 175 a 180 pF por seção. Mas se você não tiver um desses use um
outro variável que dispuser, adaptando seu valor (se necessário retirando
placas ou colocando capacitores fixos em série com cada uma das seções) e
medindo com um capacímetro.
Outro ítem necessário será um bom sistema de demultiplicação
do “passo” do variável, pois você vai cobrir um espectro muito amplo e a
“marcha lenta” no movimento do variável é necessária para separar bem as
estações. Claro que, se você dispuser de um
sistema de engrenagens ou de um
“vernier” feito industrialmente você é um felizardo. Mas um sistema de “tambor”
grande acionado por “cordinha” comandada por um eixo fino colocado no “knob” de
sintonia resolve bem a situação.
Resolvidas essas duas necessidades vamos às bobinas. São
duas, uma osciladora e outra de antena (não estamos considerando fazer uma
etapa pré amplificadora de RF, pois seria compli-cado para um projeto simples).
Ambas são enroladas em formas de cerca de 20 mm de diâme- tro. Se você não
tiver as formas compre uma seringa de injeção de 20 ml e corte dois pedaços do
corpo da seringa. Além de ser fácil de
trabalhar com este material (cortar, furar, colar) ele é excelente isolante e
não é poroso (evita juntar umidade). A bobina osciladora é feita com 18 espiras unidas de fio esmaltado Nº 22, com um
“tap” na 6ª espira a partir da ligação à massa. A bobina de antena é feita com
24 espiras unidas do mesmo fio (Nº 22) e a 1 mm abaixo deste enrolamento é feito outro enrolamento
com 6 a 8 espiras unidas de fio esmaltado fino (28 ou 30) ou fio “litz”. Este
enrolamento é o que vai “pegar” o sinal da antena. Depois de construídas estas
bobinas será interessante cobrir os enrolamentos com verniz isolante. Se você
não tiver verniz poderá fazer o mesmo com cera derretida.
Estes dados (variável e bobinas) servem tanto para um
circuito transistorizado (qualquer transistor de uso geral funcionará, mas eu
prefiro o 2N3904) ou para um circuito valvulado. Se for montar transistorizado
use um transistor como oscilador Hartley, com o “tap” da bobina osciladora indo
para o emissor do transistor e outro transistor como misturador recebendo o
sinal do oscilador no seu emissor. Se preferir um circuito valvulado use uma
6C4 como osciladora local (pode seu usada uma 6BA6 ligada como tríodo) e uma
6BE6 como mistu- radora.
Saindo da etapa misturadora segue-se a etapa amplificadora
de Frequência Intermediária com bobinas ressonando em 455 kHz. Uma das
dificuldades de se montar o aparelho valvulado são as “canecas” de FI para
válvulas. Já não são fáceis de encontrar. Já o conjunto de bobinas de FI para
transistores poderá ser encontrado em qualquer sucata de rádios
transistorizados.
Monte primeiro o oscilador local e coloque-o para funcionar.
Faça as medidas das frequências: com o variável totalmente fechado deve ler
cerca de 3.900 a 4.000 kHz . Com o variável totalmente aberto deve ler
cerca de 7.900 kHz Isto garante a cobertura da faixa que estamos pretendendo. O
circuito do oscilador local não tem outros capacitores – somente a bobina e a
seção do variável. Já, no circuito de
antena, se você quiser ter possibilidade de um “ajuste fino” para melhorar o
rastreamento numa banda tão ampla você poderá colocar um “trimmer” (3-30 pF) em
paralelo com a seção do variável.
Qualquer circuito de receptor que você tiver, inclusive
circuitos meus já publicados, servirá para sua montagem usando esses dados para
o “bloco de sintonia”.
Se você decidir montar o circuito transistorizado, o Delson
(PY2DME) produziu e poderá disponibilizar uma placa de circuito impresso muito
bonita e didática (prática para montar). É a plaqueta a qual ele deu o nome de
RECEPTOR PARA 40 METROS/PY2DJW. A única adaptação a ser feita é que o oscilador local da plaqueta utiliza um circuito Colpitts e neste bloco de sintonia estamos usando um
circuito oscilador Hartley, mas as furações da plaqueta permitem esta adaptação
facilmente.
Decidi não fazer o dial para o receptorzinho. Fiz uma saída
do emissor do oscilador local através de um capacitor de baixíssimo valor e
leio a frequência num frequencímetro. Como os frequencímetros mais recentes têm
o recurso do “off set” é só regular o “off set” para - 455 kHz e você estará
lendo, com precisão, a frequência que está sendo recebida.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
O Alligator, um novo TX do PY2DJW
O “ALLIGATOR”
- transmissor para 40 metros.
Amer J. Feres, PY2DJW.
py2djw@gmail.com
Lá pelos idos de
1990 construí alguns transmissores transistorizados para 12 volts e publiquei na então (saudosa) ANTENNA-ELETRÔNICA POPULAR a etapa excitadora que eu utilizava para
esses transmissores. Muito simples, somente com dois transistores facilmente
encontráveis, tudo com componentes discretos, sem a necessidade de grandes ajustes e suficiente para “tocar” uma etapa de
saída de boa potência. Chamei-a de
“TARUÍRA” pelo seu pequeno tamanho
(“taruíra” é no nordeste o que aqui
conhecemos como “lagartixa”).
Depois de tanto
tempo voltamos a lidar com esse
“bichinho”, mas desta vez excitando um mosfet
IRFP450 (ou similar) trabalhando em classe E com 50 volts de dreno (ou
mais se você quiser “esquentar” o “treco”). Conseguem-se cerca de 100 watts de
saída com facilidade. Você decide qual será a sua maneira de modulá-lo. Eu utilizo o já tradicional modulador a
transformador com dois TIP35C,
encontrado em todos os meus projetos.
Como a potência de saída cresceu
muito, para fazer companhia à lagartixa ele
se chamou o
“LAGARTÃO” – ALLIGATOR .
A fonte foi
construída a partir de um transformador com secundário de 18 + 18 volts
(uns 6 a 8 Ampères). A retificação em ponte, de ponta a ponta (36
volts), fornece 50 volts. Do “center
tap” tiram-se os 25 volts para os transistores de modulação e também para tocar
os relês (que são todos de bobinas de 24 volts). Desses 25 volts, através de um CI
regulador 7812 (ou 7815) seguido de um 3055 conseguem-se os 12 (ou 13,8) volts regulados e estabilizados para o VFO e o pré de áudio.
Os testes foram
feitos com montagem “ponto a ponto” sobre uma tábua. Seguem fotos de como ficou
este primeiro ensaio. Mas meu amigo e
colega Delson (PY2DEM) desenhou e
encomendou em uma firma as
placas para montagem em uma única face da placa para toda a parte de RF do
transmissor, que ficaram ótimas e oferecem uma enorme facilidade para o
montador. O Delson poderá lhe disponibilizar esta(s) placa(s) - py2dem@ig.com.br .
Mãos à obra e feliz “lagartagem” para você !
A PLACA DO ESTÁGIO DE RF
FOTOS DA MONTAGEM NA TÁBUA !!!!!!!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
A mais recente montagem do PY2DJW - Amer
O MINIMALISTA .
Um transmissorzinho com o mínimo de complicações para render
o máximo de eficiência.
Amer J. Feres, PY2DJW.
Estamos vivendo uma época de grandes evoluções nos equipamentos para radioamadores. As tecnologias do estado
sólido e da era digital vieram para ficar. E há dezenas de colegas projetistas e
montadores demonstrando suas
maravilhosas criações. Colegas esses que eu admiro e a quem rendo minhas
homenagens.
Mas há ainda,
e sempre haverá, os “old timers”, saudosistas
e também os principiantes em montagens, sem muito conhecimento e com dificuldades
para adquirir peças que, muitas das vezes, terão que ser importadas. E para
esses, nada melhor que uma montagem à moda antiga com a rica sucatinha caseira
sempre à mão ou facilmente adquirivel.
É para esses
que ofereço uma opção muito simples, agradável de ser fabricada em casa e, que
sem dúvida, lhes proporcionará grandes satisfações: um transmissorzinho pequeno
(o protótipo foi montado sobre um
chassis de 23 X 15 cm) com um mínimo da circuitos e muito poucas peças e ainda,
sem grandes ajustes a fazer. Como sempre, a fonte foi montada em um pequeno
chassis separado (por várias razões que facilmente se justificam): foi feito um oscilador a cristal para
simplificar o projeto (se bem que há previsão para a entrada de um VFO
externo); foram usadas somente três válvulas: uma 6BA6 como osciladora a
cristal, uma 6AQ5 como “buffer” e uma
válvula de saída que fica à escolha do montador, mas que no protótipo foi a
excelente valvulinha “compactron” 6GV5.
Se achar que terá dificuldade em montar o transmissor num chassis tão
pequeno, use um maior para que possa ter
mais “larguesa” na colocação das peças.
Seguem algumas
fotos da montagem, a título de sugestão
para a distribuição das peças e também os esquemas elétricos das
diversas partes: do excitador, da saída de RF, do modulador (que é
transistorizado) e, finalmente da fonte de
alimentação. O transmissor foi feito somente para 40 metros, mas poderá
ser montado para 80 metros, adaptando-se as bobinas e até mesmo para as duas
faixas, 80 e 40 metros, com a possibilidade de ser por troca de bobinas de
encaixe ou de chaveamento.
*** --- ***

Novo TX do PY2CZL - Ruy
Fotos do novo TX, para usado em São Roque, pelo comandante da Rodada da Aproximação.
Montagem do nosso colega PY2DJW - Amer
Talvez o Radioamador mais antigo em plena atividade.
Ai está o nosso amigo PY2JL - Magalhães
Nasceu em Guaratinguetá, em 07 de junho de 1925. Filho de Carneiro Magalhães e Maria Moreira Magalhães, Ambos de Guaratinguetá.
O Luiz Magalhães estudou na Escola Normal, hoje Instituto de Educação “Conselheiro Rodrigues Alves”, onde concluiu a quarta serie de curso ginasial, destacou-se como corneteiro mor desse estabelecimento.
Estudou na Escola do Comercio, anexa ao Ginásio Nogueira da Gama, tendo concluído esse curso em 1946, também como um dos primeiros alunos. Nesta época tinha de trabalhar para manter seus estudos, tomando conta de internatos desse ginásio e designado pelo Professor Breno Viana Diretor da Escola, exerceu o cargo de professor de educação física, neste mesmo período foi instrutor do CIP-2-40 (Centro de Instrução pré Militar) do Instituto de Educação “Conselheiro Rodrigues Alves”, por um ano e dois meses na época da segunda guerra mundial, foi nomeado pelo governador do estado conforme publicação no Diário Oficial do Estado de 19 de janeiro de1944, preparação esta obrigatória pelo governo federal, por ocasião da segunda guerra mundial.
Essa nomeação teve em vista o fato do Luiz Magalhães ter sido ter sido auxiliar direto do comandante do Tiro de Guerra (TG-103)-1º Sargento José de Assis Horta do Batalhão do Exercito sediado na cidade vizinha de Lorena, por ocasião de sua prestação do serviço militar turma 1941 a 42.
No Tiro de Guerra foi instrutor inclusive de alguns atiradores (como eram esses considerados) e que futuramente chegaram a Coronéis tanto do Exercito Brasileiro e da polícia Militar do Estado de São Paulo, (Cel. Ney Mozart Evangelesta, Cláudio de Moura Abreu, José de Almeia, José Pisane e o Osmar Vilela esse ultimo reformado como Capitão)
No Curso Pré Militar ( já mencionado), foi o primeiro instrutor do General de Divisão Yvens Ely Monteiro Marcondes, quando então na época exercia o comando de 3ª Região Militar no Rio Grande do Sul e do General do Exercito (4 estrelas) Paulo de Aquino, que quando se reformou comandava a Região Sudeste do Brasil.
Na vida religiosa, foi da Cruzada Eucarística, Congregação Mariana e Coroinha durante muitos anos, na Igreja Matriz de Santo Antonio de Guaratinguetá, onde foi acompanhante assíduo do então Vigário “Padre Morais” (D. Antonio de Almeida Morais Junior) do qual eram bons amigos.
Nomeado para a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, em 24 de fevereiro de 1948, no cargo de Exator, iniciou carreira na Fazenda do Estado, na Coletoria Estadual da cidade de Pindamonhangaba.
No final de 1949, por designação superior, passou a exercer as funções fiscais, no Posto Fiscal do Estado da cidade de Mogi das Cruzes (ESP).
No dia 4 de Junho de 1950, contraiu matrimonio, nessa cidade de Mogi das Cruzes, com NAIR DA SILVA MAGALHÃES, com a qual tiveram três filhos, hoje todos formados em engenharia foram sempre de comportamento exemplares.
Em 1951 conforme lei Estadual passou para Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo, tendo sido transferido para outras cidades do Vale do Paraíba, tendo prestado serviço em Caçapava, são José dos Campos, Aparecida do Norte, Guaratinguetá etc., tendo inclusive exercido cargos de chefia de até de inspetoria nos anos de 1957 a 1962.
Trabalhou na inspetoria Fiscal de Mogi das Cruzes, em cujo período ocupou o cargo de chefia.
Em 1962 retornou para terra natal Guaratinguetá, aposentando-se nessa função de Agente Fiscal de Rendas, Seg. Fazenda em 1979.
NO RADIOAMADORISMO
LUIZ MAGALHÃES - PY2JL. Ingressou na Labre, em 23 de agosto de 1945 e prefixado no dia 30 de novembro de 1945, com o atual indicativo PY2JL tendo prestado exame para isso, o qual na época era feito no Departamento de Correios e Telégrafos.
Por motivo de mudanças de cidades que morou, transferência de QTH de operação , tendo tido inicio na cidade de Guaratinguetá em 1945, foi para Mogi das Cruzes , onde operou de 1949 a 1951 e depois de 1957 até 1962 entre 51 a 57 em Caçapava e São José dos Campos. Retornado para Guaratinguetá, até a presente data.
No inicio da década de 40, quando então ainda não era prefixado, já conhecendo na época o grande mestre do Rádio PY2MA Humberto Molica (já falecido), passou a acompanhá-lo nas suas experiências e montagens de aparelhos, o que facilitou a aprendizagem técnica e o começo de sua vida radioamadoristica, que possibilitou a montar o seu 1º transmissor de uma válvula 6L6 por outra.
Em 1945 operando inicialmente em 80 metros e na recepção, um pequeno rádio RCA “Rabo Quente”, fez o seu primeiro QSO, e desde então o Magalhães vem dedicando cada vez mais ao rádio.
Montou para uso próprio uns 20 transmissores de AM, participou ativamente, com todo o seu tempo disponível, ficando conhecedor dos locais e colegas de quase todo o Brasil e até mesmo de alguns QAPS internacionais, tendo participado inclusive da Rede de Emergência Argentina, o que possibilitou ter sido o primeiro Radioamador no Brasil, fornecer dados sobre rodadas os quais possivelmente ainda na década de 40, os forneceu ao “YOKANAN” que operava na cidade de Fraternidade Universal, no Planalto Goiano e que diziam que o mesmo era ou teria sido piloto do Presidente Dr. Getulio Vargas, tendo esse colega mandado publicar no seu jornalzinho essa relação.
Desde então as relações de rodadas de todo país publicadas de lá para cá inclusive na Eletrônica Popular de 1967 e anos depois no QTC – Bandeirante da Labre São Paulo, teve a sua exclusividade.
Devido à falta de comunicação que havia antigamente, o Magalhães serviu infinitamente aos seus colegas de rádio, como também a sua própria cidade, passando notícias que eram solicitados a ele.
Motivo pelo qual foi agraciado com muitos diplomas, troféus e medalhas, inclusive da EEA de Guaratinguetá, que recebeu em 1974 no dia da Semana da Asa, perante toda a tropa, pelos serviços que vinha prestando a militares da EEA.
Hoje com a facilidade de comunicação, inclusive o “CELULAR”, isto para ele é mais uma distração, da qual continua participando ativamente. “Tudo isso foi muito Gratificante”, Diz Magalhães! Pois alem de ter prestado muito serviço a coletividade, sempre tem sido agraciado , com a grande amizade dos seus colegas e amigos, que tem feito em todos tempos.
2009 o Magalhães completa 84 anos de idade e 64 anos de Radioamador, sendo talvez “em atividade”, o mais antigo do Brasil.
Nasceu em Guaratinguetá, em 07 de junho de 1925. Filho de Carneiro Magalhães e Maria Moreira Magalhães, Ambos de Guaratinguetá.
O Luiz Magalhães estudou na Escola Normal, hoje Instituto de Educação “Conselheiro Rodrigues Alves”, onde concluiu a quarta serie de curso ginasial, destacou-se como corneteiro mor desse estabelecimento.
Estudou na Escola do Comercio, anexa ao Ginásio Nogueira da Gama, tendo concluído esse curso em 1946, também como um dos primeiros alunos. Nesta época tinha de trabalhar para manter seus estudos, tomando conta de internatos desse ginásio e designado pelo Professor Breno Viana Diretor da Escola, exerceu o cargo de professor de educação física, neste mesmo período foi instrutor do CIP-2-40 (Centro de Instrução pré Militar) do Instituto de Educação “Conselheiro Rodrigues Alves”, por um ano e dois meses na época da segunda guerra mundial, foi nomeado pelo governador do estado conforme publicação no Diário Oficial do Estado de 19 de janeiro de1944, preparação esta obrigatória pelo governo federal, por ocasião da segunda guerra mundial.
Essa nomeação teve em vista o fato do Luiz Magalhães ter sido ter sido auxiliar direto do comandante do Tiro de Guerra (TG-103)-1º Sargento José de Assis Horta do Batalhão do Exercito sediado na cidade vizinha de Lorena, por ocasião de sua prestação do serviço militar turma 1941 a 42.
No Tiro de Guerra foi instrutor inclusive de alguns atiradores (como eram esses considerados) e que futuramente chegaram a Coronéis tanto do Exercito Brasileiro e da polícia Militar do Estado de São Paulo, (Cel. Ney Mozart Evangelesta, Cláudio de Moura Abreu, José de Almeia, José Pisane e o Osmar Vilela esse ultimo reformado como Capitão)
No Curso Pré Militar ( já mencionado), foi o primeiro instrutor do General de Divisão Yvens Ely Monteiro Marcondes, quando então na época exercia o comando de 3ª Região Militar no Rio Grande do Sul e do General do Exercito (4 estrelas) Paulo de Aquino, que quando se reformou comandava a Região Sudeste do Brasil.
Na vida religiosa, foi da Cruzada Eucarística, Congregação Mariana e Coroinha durante muitos anos, na Igreja Matriz de Santo Antonio de Guaratinguetá, onde foi acompanhante assíduo do então Vigário “Padre Morais” (D. Antonio de Almeida Morais Junior) do qual eram bons amigos.
Nomeado para a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, em 24 de fevereiro de 1948, no cargo de Exator, iniciou carreira na Fazenda do Estado, na Coletoria Estadual da cidade de Pindamonhangaba.
No final de 1949, por designação superior, passou a exercer as funções fiscais, no Posto Fiscal do Estado da cidade de Mogi das Cruzes (ESP).
No dia 4 de Junho de 1950, contraiu matrimonio, nessa cidade de Mogi das Cruzes, com NAIR DA SILVA MAGALHÃES, com a qual tiveram três filhos, hoje todos formados em engenharia foram sempre de comportamento exemplares.
Em 1951 conforme lei Estadual passou para Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo, tendo sido transferido para outras cidades do Vale do Paraíba, tendo prestado serviço em Caçapava, são José dos Campos, Aparecida do Norte, Guaratinguetá etc., tendo inclusive exercido cargos de chefia de até de inspetoria nos anos de 1957 a 1962.
Trabalhou na inspetoria Fiscal de Mogi das Cruzes, em cujo período ocupou o cargo de chefia.
Em 1962 retornou para terra natal Guaratinguetá, aposentando-se nessa função de Agente Fiscal de Rendas, Seg. Fazenda em 1979.
NO RADIOAMADORISMO
LUIZ MAGALHÃES - PY2JL. Ingressou na Labre, em 23 de agosto de 1945 e prefixado no dia 30 de novembro de 1945, com o atual indicativo PY2JL tendo prestado exame para isso, o qual na época era feito no Departamento de Correios e Telégrafos.
Por motivo de mudanças de cidades que morou, transferência de QTH de operação , tendo tido inicio na cidade de Guaratinguetá em 1945, foi para Mogi das Cruzes , onde operou de 1949 a 1951 e depois de 1957 até 1962 entre 51 a 57 em Caçapava e São José dos Campos. Retornado para Guaratinguetá, até a presente data.
No inicio da década de 40, quando então ainda não era prefixado, já conhecendo na época o grande mestre do Rádio PY2MA Humberto Molica (já falecido), passou a acompanhá-lo nas suas experiências e montagens de aparelhos, o que facilitou a aprendizagem técnica e o começo de sua vida radioamadoristica, que possibilitou a montar o seu 1º transmissor de uma válvula 6L6 por outra.
Em 1945 operando inicialmente em 80 metros e na recepção, um pequeno rádio RCA “Rabo Quente”, fez o seu primeiro QSO, e desde então o Magalhães vem dedicando cada vez mais ao rádio.
Montou para uso próprio uns 20 transmissores de AM, participou ativamente, com todo o seu tempo disponível, ficando conhecedor dos locais e colegas de quase todo o Brasil e até mesmo de alguns QAPS internacionais, tendo participado inclusive da Rede de Emergência Argentina, o que possibilitou ter sido o primeiro Radioamador no Brasil, fornecer dados sobre rodadas os quais possivelmente ainda na década de 40, os forneceu ao “YOKANAN” que operava na cidade de Fraternidade Universal, no Planalto Goiano e que diziam que o mesmo era ou teria sido piloto do Presidente Dr. Getulio Vargas, tendo esse colega mandado publicar no seu jornalzinho essa relação.
Desde então as relações de rodadas de todo país publicadas de lá para cá inclusive na Eletrônica Popular de 1967 e anos depois no QTC – Bandeirante da Labre São Paulo, teve a sua exclusividade.
Devido à falta de comunicação que havia antigamente, o Magalhães serviu infinitamente aos seus colegas de rádio, como também a sua própria cidade, passando notícias que eram solicitados a ele.
Motivo pelo qual foi agraciado com muitos diplomas, troféus e medalhas, inclusive da EEA de Guaratinguetá, que recebeu em 1974 no dia da Semana da Asa, perante toda a tropa, pelos serviços que vinha prestando a militares da EEA.
Hoje com a facilidade de comunicação, inclusive o “CELULAR”, isto para ele é mais uma distração, da qual continua participando ativamente. “Tudo isso foi muito Gratificante”, Diz Magalhães! Pois alem de ter prestado muito serviço a coletividade, sempre tem sido agraciado , com a grande amizade dos seus colegas e amigos, que tem feito em todos tempos.
2009 o Magalhães completa 84 anos de idade e 64 anos de Radioamador, sendo talvez “em atividade”, o mais antigo do Brasil.
sábado, 17 de maio de 2014
Reset do scanner BC178XLT
Depois de muito trabalho descobri como resetar o BC178XLT:
1) Desligue o scanner.
2) Aperte e mantenha juntos as teclas 2, 9 e Manual, lique o scanner.
3) Pronto, seu scanner já esta limpo.
Abraços a todos
Pedro - PY2PLC
After much work I found out how to reset the BC178XLT:
1) Turn off the scanner.
2) Press and hold keys together 2, 9 and Manual, turn on the scanner.
3) Okay, your scanner already clean.
Hugs to all
PY2PLC
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Visita ao Shack do PY2DJW - Amer
domingo, 6 de outubro de 2013
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